PERU E BOLÍVIA
O legado que os Incas deixaram é impressionante. Sua elaborada cultura foi sufocada e deixou de ser expressiva depois da invasão e dominação espanhola nos séculos XVI e XVII.
Apesar do massacre étnico, cultural e religioso daqueles tempos, alguns traços marcantes daquele povo ainda podem ser encontrados em cidades do altiplano e em vilarejos nas montanhas dos Andes.
Prestando atenção se pode escutar a Quechua sendo falado por senhoras vestindo enormes saias e agasalhos coloridos. Muitos dos seus ancestrais costumes foram mantidos simplesmente por que as imposições modernas não se adaptaram às características únicas da vida nos Andes.
A agricultura é secular, assim como as condições das casas periféricas que ainda são feitas de adobe como há quinhentos anos atrás. O choque entre o velho e o novo é constante e é interessante poder observar este contraste.
O maior testemunho que se tem sobre a cultura Inca e dos seus antecessores são sem dúvida as ruínas, algumas bem preservadas, das suas antigas cidades.
Algumas delas são notáveis e bem conhecidas como Machu Picchu e Saqsaywaman, outras, como Runkurakay e Sayaqmarka, pela dificuldade de acesso, são menos visitadas porém não menos notáveis.
Desde o norte da Bolívia até o norte do Peru encontram-se majestosos edifícios que são um testemunho fiel do engenho e do desenvolvimento que possuíam estes antigos americanos. Locais de culto, residências palácios, fortalezas, observatórios, aquedutos e silos chegaram até os dias de hoje silenciosamente para impressionar e fazer o visitante pensar sobre como é complexo o engenho humano capaz de produzir tais edifícios megalíticos sem o uso da roda, dos metais e de outras ferramentas básicas para os "homens modernos".
Poder visitar algumas destas maravilhas é uma experiência única, somente comparável a uma visita às construções do antigo Egito ou à Muralha da China.
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