COMUNIDADES KALUNGA DE GOIÁS E BRASÍLIA
Brasília, capital da esperança.
Com esse lema o então presidente do Brasil, Dr. Juscelino Kubitshek, iniciou a transferência do poder administrativo da nação desde a cidade do Rio de Janeiro para o planalto central.
Sob as penas dos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemayer, em 1956 começou a ser construído o plano piloto, com sua famosa forma de aeronave , esqueleto base para o que, desde 1987, transformou-se em patrimônio histórico e cultural da humanidade.
Sem vias de acesso, escassez de água, em meio ao cerrado, Brasília é ícone não só por seu tombamento mas também pelas histórias que cercam essa construção em tempo recorde, inaugurada em 21 de abril de 1960 e o esforço descomunal empregado na solução dos problemas advindos de ação de tal magnitude.
Projetada inicialmente para comportar população fixa de quinhentos mil habitantes vive hoje os problemas de explosão demográfica em suas cidades satélite que abrigam mais de dois milhões de pessoas dos mais diversos níveis sociais.
Em contraponto a esse conceito de progresso, encontra-se ao norte do estado de Goiás a comunidade Kalunga formada por afrodescendentes, remanescentes de quilombos, vindos das minas de Goyaz desde o século XVIII.
Agruparam-se para auto-proteção em terras localizadas nos municípios de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, entre as serras do Vão das Almas, Vão do Moleque, Contenda, Ribeirão dos Bois e Kalunga. Com história de mais de duzentos anos praticam agricultura de subsistência e preservam sua cultura por transmissão oral e comemorações em festas tradicionais.
Viver o sítio Kalunga e conviver com seu povo é oportunidade única de rever conceitos e valores de nossa existência, ética e cidadania.
Para hospedagem e acesso aos Kalunga nada melhor que estar "dentro" de uma Unidade de Conservação e não por outro motivo a escolha recai sobre Alto Paraíso de Goiás, ponto de apoio para o ingresso no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros que dispensa qualquer apresentação pela ampla divulgação que suas paisagens recebem e pela atenção dedicada às suas inúmeras (mais de setenta) referências místicas e religiosas.
Estar no Vale da Lua ou nas grandes cachoeiras e piscinas naturais do rio Preto, sem dúvida, marcará a vida de cada estudante.
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