BIOLOGIA TROPICAL
O interesse pelo meio ambiente vem aumentando gradativamente, motivado principalmente pela melhoria da qualidade de vida. A preservação de ambientes naturais, prática comum em todo o mundo, passou a ser intensificada e estimulada nas últimas décadas. As primeiras áreas de conservação (eg. Yellowstone nos EUA e Itatiaia no Brasil) foram criadas como parques para recreação e lazer, um refúgio aonde as pessoas poderiam ir para entrar em contato com o ambiente natural pouco perturbado. Atualmente, procura-se proteger áreas naturais em função do seu patrimônio biológico.
A existência de espécies raras, endêmicas ou de um grande número de espécies juntas, a tão falada biodiversidade, aumenta o interesse pela sua conservação. Dentre todos os biomas do planeta, os ecossistemas tropicais possuem a maior diversidade de espécies. E o Brasil, localizado quase totalmente entre os trópicos, é o campeão no número de espécies, sendo o país número um na lista dos Megadiversos (17 países que juntos apresentam grande parte da riqueza mundial de espécies) Para termos uma idéia, 20% das espécies de borboletas e 25% das espécies de plantas catalogadas ocorrem aqui.
Morando no Brasil, ouvimos falar cotidianamente nos meios de comunicação em biodiversidade, florestas tropicais, destruição e conservação. Entretanto, mesmo vivendo em meio a tudo isto, e a menos de 20 quilômetros de grandes áreas de Mata Atlântica, raramente entramos em contato direto com estes ambientes e dificilmente paramos para observar os seres que ai vivem e que compõem esta intrincada malha viva.
Neste sentido, nossa proposta visa propiciar ao aluno uma visão geral da Biologia e Ecologia Tropical, complementando o estudo teórico através da interação com o ambiente, sua composição biológica e com mecanismos e fatores que atuam sobre o sistema. Para isto, sugerimos uma programação alternada entre teoria direcionada e observação de campo, que, combinados, propiciam ao aluno a oportunidade de interagir e retirar informações diretamente do ambiente.
Texto: Claudio Patto
|

|