"O radical, comprometido com a libertação dos homens, não se deixa prender em 'círculos de segurança', nos quais aprisione também a realidade. Tão radical quanto mais se inscreve nesta realidade para, conhecendo-a melhor, melhor poder transformá-la" Paulo Freire em: A Pedagogia do Oprimido.

Ao longo destes anos de vida, a Uggi foi desenvolvendo um jeito seu de trabalhar e conduzir o estudo de campo.

Hoje já se pode falar, mesmo ciente de que se tem muito a aprender ainda, num jeito Uggi de estar em campo.

Fugindo do conceito simplório de que o campo é a extensão da sala de aula e compreendendo que ele é muito mais do que isto, pela possibilidade de viver e experimentar situações, é que a Uggi vem trilhando um caminho mais audacioso e interessante.

Dentro deste conceito, há muito se descobriu que o fato do conhecimento deixar a sala de aula para se instalar no campo é apenas o caminho inverso que ele mesmo percorreu, depois de ser observado em campo, dissecado, até chegar ao universo das quatro paredes e outros recursos da sala de aula.

Caminhando entre a teoria e prática constantemente, uma como suporte da outra, a Uggi descobriu uma identidade própria definida em alguns pontos principais:


  • Prazer, a palavra chave do trabalho. Condição primordial para que o trabalho de campo aconteça.

  • Permitir que o aluno viva e experimente o que o campo tem a oferecer. Em campo a chuva molha, o vento não pode ser evitado. É a Natureza colocando à disposição o maior laboratório natural do mundo.

  • Pensar e agir transdisciplinarmente em campo, como é próprio a formação do conhecimento humano.

  • Trabalhar a cooperação e ajuda mútua em todos os momentos da vivência de campo.

  • Pensar a educação ambiental através da perspectiva das três ecologias, como disse Félix Guatarri: do homem com ele mesmo, do homem com o meio e do meio com a sociedade.

  • Refletir sobre a relação do aluno/visitante com a comunidade do local visitado e possibilitar um encontro efetivo entre estes mundos diversos.

  • Pensar a educação ambiental pelo prisma da emoção, ou seja, o primeiro estágio do aprendizado é o da sensibilização através da experiência. A partir de então a experiência pode ser decodificada e transformada em conhecimento científico.

  • Trabalhar e investir na formação contínua do grupo de colaboradores responsável pelo desenvolvimento do trabalho de campo.

  • Garantir a segurança de cada aluno em todos os momentos, com toda a responsabilidade inerente a este trabalho.

  • Buscar atender às necessidades específicas de cada escola, tentando adequar o trabalho de campo à realidade do grupo.

  • Atender individualmente cada professor sempre, oferecendo toda a assessoria pedagógica e educacional no desenvolvimento dos projetos de campo.